domingo, 23 de novembro de 2008

SILÊNCIO

Silêncio

Sempre espero
Que no silencio
Se rompa um grito
um coração aflito...

O silencio pede barulho
Alguém mexendo um embrulho
O zunido de um mosquito

O silêncio é obscuro
Guarda segredos
Tormentos, dores, amores
Guarda um coração duro

Sempre espero um gemido
Rompendo a agonia
Da noite vazia
Sem barulho ou ruído...

Teca com medo do silêncio

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

Media in viaMedia in via erat lapis
erat lapis media in via
erat lapis
media in via erat lapis.
Non ero unquam immemor illiuSeventus
pervivi tam míhi in retinis defatigatis.
Non ero unquam immemor quod media in via
erat lapis
erat lapis media in via
media iN VIA

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no mei do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

PARA JUAN PABLO


A beleza de um olhar
não apenas cor dos olhos
mas é um brilho especial
o tom ...o matiz
a beleza de um olhar
é exatamente o que ele diz
vovó teca

POESIA SEM NOME

Se a vida tem me levado
por caminhos
que não sei ver
basta que eu ande
com minhas pernas
e aprenda a viver
se a dor me tem pegado
em fugas escandalosas
basta que eu acalme
meu coração,
tire os espinhos das rosas
se meu peito já não dói
ante a tristeza que vejo
basta olhar pra trás
basta lembrar de seu beijo
se nada disso adiantar
então viva não estou
é melhor Deus me tirar
pois para o céu já não vou.
Teca